Valor da passagem de ônibus de Maceió pode subir para R$ 3,50

Reajuste de 11,11% foi discutido e aprovado pelo Conselho de Transportes. Para valer, proposta deve ser sancionada pelo prefeito Rui Palmeira.

O valor da passagem dos ônibus urbanos de Maceió pode subir para R$ 3,50. O reajuste de 11,11% foi discutido e aprovado na manhã desta quinta-feira (23), em uma reunião do Conselho Municipal de Transportes realizada na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

Para começar a valer, a proposta ainda deve ser aprovada pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB). O valor atual, de R$ 3,15, foi reajustado há pouco mais de um ano, quando a tarifa passou a ser a terceira mais cara do Nordeste.

A assessora técnica da SMTT, Paula Isanelle, disse que o valor inicial apontado por estudos era de R$ 3,31, mas que houve uma queda de 6% no número de passageiros e esse valor precisou ser reconsiderado.

Os empresários queriam o valor de R$ 3,74. Para eles, a perda de passageiros afeta outros custos, porque o número de viagens é mantido. “Para reduzir o número de viagem, é muito difícil. A base de receita é feita pelo número de passageiros e disso é definida uma série de obrigações que foram feitas ou devem ser feitas”, explica Enildo Arruda, representante da Associação dos Transportadores de Passageiros do Estado de Alagoas (Transpal).

Paula ainda ressalta que, para chegar ao valor ideal, levaram em consideração a integração temporal e o índice de desemprego. “É possível ver que a prefeitura vem trabalhando com os empresários para chegar a uma tarifa que não haja perda para o usuário também”.

O valor de R$ 3,50 foi votado e aprovado por oito votos a um. “Esse reajuste, se for sancionado, será o menor em percentual com relação às outras cidades que estão com a média de 14%”, destacou a assessora técnica.

O Conselho Municipal de Transporte é composto por órgãos e entidades como SMTT, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão de Dirigentes Logistas (CDL), Transpal, taxistas, Procuradoria-Geral do Município (PGM) e rodoviários.

g1

23/02/2017