Secretário de Segurança do RJ diz que adotou estratégia para garantir troca de turno de PMs

Roberto Sá afirmou que 95% do efetivo está nas ruas. Ele admitiu que manifestação é justa, mas ressaltou que não pode fazer de refém 16 milhões de pessoas.

O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Sá, garantiu, durante entrevista ao RJTV 1ª edição nesta sexta (10), que foi adotada uma estratégia para garantir a normalidade na troca de turno dos policiais miliatres no período da tarde.

“Nossa estratégia é tranquilizar a população hoje, amanhã, depois. Esse é um serviço essencial e não vamos abrir mão disso. A demonstração de hoje, o dia mais crítico, vai ser feita todos os dias. Que se valorizem o policial não só nos momentos de tensão e receio. Enquanto as pessoas vão ao cinema, à praia, dormem, alguém dá proteção. Os policiais muitas vezes são pouco reconhecidos. Por isso, convidamos a sociedade a essa reflexão”, disse o secretário.

Na manhã desta sexta, familiares de PMs faziam protesto na entrada de 27 dos 100 batalhões do estado. Em apenas cinco, os policiais encontraram dificuldade para sair. No início desta tarde, o secretário reafirmou que 95% dos policiais militares estão trabalhando e patrulhando as ruas. Sá também fez um balanço positivo da situação em razão das circunstâncias.

“Queria fazer um agradecimento especial aos policiais que deram uma demonstração de extremo profissionalismo e interesse público. Que realmente colocou como prioridade o interesse a segurança, a paz e a tranquilidade públicos, para cariocas e fluminenses.

Segundo o secretário, houve preparação especial e uma estratégia de trabalho para o dia de hoje. Ele disse que se reuniu com o comandante da corporação e o governador do estado para se antecipar à situação, para evitar interferência na rotina da cidade.

“Cuidamos para que a manifestação, mesmo justa, não interferisse na rotina da nossa sociedade. Estabelecemos uma estratégia para que a tentativa de interrupção não afetasse as trocas de turno e o patrulhamento da cidade”, disse Sá.

Segundo ele, a manifestação ocorreu em 27 unidades. Mas em todas, o patrulhamento no bairro de todas ela foi normal. Mesmo com alguns parentes e familiares na porta dos batalhões com faixas e cartazes fazendo reivindicações.

“Os bloqueios criaram uma dificuldade um pouco maior, mas não interferiu no patrulhamento”, disse o secretário acrescentando que houve um cuidado especial com os manifestantes.

O secretário pediu para que a situação seja analisada com bom senso. “Dezesseis milhões de pessoas não podem ficar reféns, com riscos de ser vitimadas pela violência em razão da manifestação. O próprio policial e suas famílias podem ser vítimas de qualquer atividade criminosa. Agradeço a demonstração de profissionalismo dos PMs e peço reflexão aos manifestantes. A causa é justa. Mas as polícias, em especial a PM, não estão desassistidas. O pagamento de janeiro vai ser feito até o décimo dia útil e, na semana que vem o governador conseguindo resolver as negociações no STF e na Alerj, imediatamente serão adotadas medidas administrativas para pagar o 13º salário, o RAS e as metas. Vamos ultrapassar essa dificuldade”, disse Sá.

g1

10/02/2017