Reconstituição da morte de irmãos é encerrada sem participação de PMs

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A reconstituição da morte de dois irmãos e de uma terceira pessoa no Conjunto Village Campestre, em Maceió, que teve início na tarde da última quarta-feira (13), foi encerrada sem a participação dos policiais militares envolvidos.

De acordo com a Perícia Oficial do Estado, os três militares envolvidos no caso, e outros dois que chegaram após o crime, não quiseram participar, o que é permitido por lei.

A partir de agora, o perito responsável tem até 30 dias para reunir todo o material coletado durante a reconstituição e concluir o laudo.

A família dos irmãos Josenildo, de 16 anos, e Josivaldo, 18, constestam a versão da Polícia Militar de que eles estavam armados na ocasião e de que reagiram à abordagem. Na ocasião, o pedreiro Reinaldo da Silva passava pelo local e também morreu baleado.

Com a reprodução simulada, a polícia espera esclarecer dúvidas sobre o que realmente aconteceu naquele dia.
Entenda o caso
Os irmãos Josenildo e Josivaldo morreram durante uma abordagem policial no Conjunto Village Campestre, localizado no bairro da Cidade Universitária. Além da dupla, o pedreiro Reinaldo da Silva também morreu. O fato ocorreu no dia 25 de março.

O tio de Josenildo e Josivaldo, Cláudio Silva, explica que os dois tinham deficiência intelectual.

Segundo testemunhas, os irmãos iriam visitar uma tia e, ao descerem do ônibus, foram abordados pela PM.

“Eles [os policiais] estão dizendo que os meninos não aceitaram a abordagem deles. Isso é conversa. Os dois meninos eram especiais e não iam reagir contra eles. Eles vieram do lado das canas e quando viram os meninos lá [no ponto de ônibus], já chegaram atirando”, diz um homem que teve a identidade preservada.

Os militares envolvidos na ocorrência estão afastados das ruas por recomendação do Conselho de Segurança de Alagoas (Conseg), que acompanha o caso.

O coronel Carlos Amorim, comandante do 5º Batalhão disse um dos militares teve o dedo atingido por um tiro e aguarda uma cirurgia, o outro foi atingido por um tiro de raspão e pegou 15 dias de licença, e o terceiro militar pegou 10 dias por problemas psicológicos.

G1 AL