Quase 4 mil empresas fecharam em AL em 2016, expõe Junta Comercial

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A crise econômica pegou em cheio as empresas alagoanas e quase 4 mil fecharam as portas este ano, segundo dados da Junta Comercial do Estado. De acordo com o órgão, nos primeiros cinco meses do ano 3.711 empresas entraram com processo de encerramento das atividades, 967 a mais do que o mesmo período de 2015.

“A tendência é a situação do comércio piorar por conta do alto indíce de endividamento da população. Hoje 63% dos consumidores estão com dívidas, e 43% negativados, sem crédito no mercado”, explica o presidente da Câmara dos Dirigentes e Lojistas (CDL) Maceió, Fernando Soares Azevedo.

Outro vilão que está contribuindo para o fechamento das empresas é o aluguel. A maioria das empresas não é dona do ponto comercial e não aguenta pagar os valores cobrados pelo mercado imobiliário.

Se você já ouviu falar no tal “efeito dominó” na economia ele funciona assim: se caem as vendas, as pequenas e médias empresas não suportam pagar os salários dos empregados e os demitem. Mas ficam os impostos, os juros e o aluguel.

Um imóvel pequeno, no centro da cidade não custa menos do que R$ 3 mil. Se for um grande, ou em outro local, bem localizado, como na Av. Fernandes Lima, o custo sobe e fica entre R$ 8 mil e R$ 20 mil. Em um dos trechos da avenida duas grandes lojas foram fechadas nos últimos meses.

Há também o fechamento de postos de combustíveis e de filiais de grandes redes, que por causa da crise, estão reduzindo a quantidade de lojas.

Mas o presidente da Junta Comercial de Alagoas, explica que os fechamentos das Microempresas Individuais (MEI), que são os registros feitos por microempreendedores com faturamento máximo anual de até R$ 60 mil, também faz crescer as estatísticas negativas.

Quem perde o emprego e decide abrir o próprio negócio, nem sempre está preparado e pede baixa na inscrição como MEI em pouco tempo. Apesar dos números, o presidente é otimista e diz que não tem dúvida de que a crise vai passar e este é um momento de adaptações e reapredizagem para empresas e empregados.

“O que acontece é que loja pontuais fecham algumas filiais que não são interessantes no momemnto para tentar se ajustar na crise. Mas os empresários não vão encerrar seus negócios por conta da crise. O que ocorre são readaptações”, diz o presidente da Junta Comercial, Carlos Araújo.
G1 AL