Procura por vacina de febre amarela causa longas filas 2h antes de abertura de posto no Rio

Posto na Tijuca já tinha fila desde às 6h e unidade em Botafogo estava com sala de espera lotada no começo da manhã desta sexta (17). Rio recebeu 1 milhão de doses da vacina.

A procura pela vacinação contra a febre amarela continua no Rio de Janeiro. Na manhã desta sexta-feira (17), duas horas antes da abertura do Centro Municipal de Saúde Heitor Beltrão, na Tijuca, Zona Norte, muitas pessoas já esperavam na fila que ocupava um quarteirão da Rua Desembargador Isidro, na frente do posto.

Como mostrou o Bom Dia Rio, algumas pessoas que aguardavam na fila já tinham ido até o local na quinta, mas não conseguiram tomar a vacina. O posto está distribuindo 80 senhas de manhã e 80 senhas à tarde. A vacinação começa às 8h.

No Centro Municipal de Saúde Dom Hélder Câmara, em Botafogo, na Zona Sul, a fila também era grande no começo da manhã. Muitas pessoas aguardavam do lado de fora e a sala de espera da unidade estada lotada às 9h.

A idosa Lindomar Escocio, de 63 anos, já tomou a vacina mas chegou cedo no posto de saúde para trazer o neto para vacinação. “Isso aqui tá totalmente desorganizado. Cheguei 6h15 e peguei a senha 63.”, criticou ela.

Funcionários da unidade em Botafogo orientavam sobre a distribuição de senha e as indicações para a vacinação. Na unidade Dom Hélder Câmara, sao distribuídas 90 senhas de manhã e 90 à tarde.

“A SMS-RJ comunica que as 34 Unidades de Atenção Primária que realizam a vacinação contra a Febre Amarela abrirão suas portas para a população a partir das 7h da manhã e em seguida distribuirão o número de senhas conforme sua capacidade técnica de segurança do paciente e boas práticas de vacinação. As senhas também serão distribuídas à tarde. À vacinação terá início às 8h e se encerrará após a aplicação da dose da última senha da tarde”, diz o informe.

No momento e até os próximos 15 dias continuarão sendo vacinados apenas os viajantes para áreas de transmissão da doença.

Nesta quinta-feira (16), o Rio de Janeiro recebeu 1 milhão de doses. Até esta sexta, há 36 casos suspeitos de febre amarela no estado. Dois desses casos foram confirmados.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, está analisando o resultado dos exames referentes a causa da morte de macacos encontrados em diferentes pontos do município em outubro de 2016. A Secretaria de Estado de Saúde informou, na quinta-feira (16), que recebeu, na última semana, os resultados dos exames dessas amostras encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas, no Pará, mas que os resultados ainda são inconclusivos e, por isso, aguarda a análise que está sendo conduzida pela Fiocruz.

“A SES esclarece que até o momento, não há resultado conclusivo que confirme a morte de primatas por febre amarela no estado. A secretaria tem compromisso em comunicar, com absoluta transparência, todas as informações de saúde pública referentes a testes, seja em primatas ou humanos, tão logo tais exames sejam definitivamente concluídos”, informou a Secretaria em nota.

Dois casos de febre amarela confirmados no estado

Na quarta-feira (15) foram confirmados os dois primeiros casos de febre amarela silvestre com transmissão dentro do Estado do Rio de Janeiro, desde a notificação dos primeiros casos em humanos em Minas Gerais. A Secretaria Estadual de Saúde também confirmou que um dos casos confirmados foi o de Watila Santos, de 38 anos, que morreu no sábado (11).

Ainda de acordo com o órgão, após a realização de exames, foram registrados resultados positivos para o vírus em dois homens, moradores da área rural do município de Casimiro de Abreu (Região das Baixadas Litorâneas), sem histórico de viagem para áreas onde há comprovação da circulação da doença.

g1

17/03/2017