Prefeitura de Maceió propõe economia com reforma administrativa da Saúde

Secretário diz que redução de custos nas contas do município será de 7%. Estrutura técnica será gerida pela Secretaria Adjunta de Gestão da Saúde.

A prefeitura de Maceió propôs uma restruturação administrativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo a publicação do Diário Oficial (DOM), assinada pelo prefeitura Rui Palmeira (PSDB) e encaminhada à Câmara de Vereadores, a medida vai valorizar os servidores e gerar uma economia de 7% ao município.

Com a reforma  aprovada, a Secretaria Municipal de Saúde passará a contar com uma estrutura técnica de Saúde, gerida pela Secretaria Adjunta de Gestão da Saúde, e uma estrutura técnico-administrativa, vinculada à Secretaria Adjunta de Governança.

“A SMS tem uma estrutura funcional muito grande. São mais de 5 mil servidores atuando dentro de uma estrutura obsoleta. O prefeito Rui Palmeira aumentou o número de unidades de saúde, reabilitou o atendimento odontológico, ampliou a oferta de serviços, mas a atual estrutura de atendimento não consegue dar as respostas esperadas”, afirma o secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô.

Ainda segundo o secretário, muita gente trabalha com desvio de função porque a que desempenha não existe na estrutura funcional do órgão, mas que a mudança vai assegurar maior capacidade técnica à gestão financeira do órgão, sem aumentar os gastos com cargos em comissão.

“Teremos profissionais de Saúde cuidando das políticas de saúde e um quadro técnico-administrativo para a gestão administrativa e financeira”, explica Nonô.

De acordo com a publicação, a economia será prioritariamente com cargos comissionados. O secretário explicou ainda que o projeto foi construído junto aos servidores, analisando as necessidades de cada setor, onde cada um terá atribuições específicas, conforme sua capacidade técnica.

“Estamos reduzindo em 7% o dispêndio com cargos comissionados e aumentando as funções gratificadas, prestigiando a prata da casa, o servidor concursado. Tínhamos servidores em cargos de chefia recebendo o mesmo que outros colegas com menor responsabilidade, o que é injusto”, diz o secretário.

Ainda de acordo com o secretário, o prefeito gasta mais de 30% dos recursos do município com a Saúde. “O município gasta o dobro do que a Constituição lhe obriga com a área da Saúde, esperando obviamente uma resposta positiva da secretaria e de seus servidores para a política de gastos que adotou”, defende o secretário, na justificativa ao projeto.

g1

21/02/2017