Por que este homem morre a cada grande acidente ou ataque no mundo?

Embuste envolve homem mexicano, cujo nome não foi identificado, e teria sido motivado por disputa por dinheiro.
Embuste envolve homem mexicano, cujo nome não foi identificado, e teria sido motivado por disputa por dinheiro.

Em meio ao bombardeio de informações nas redes sociais, a foto de um homem apareceu como uma das vítimas de três tragédias recentes ocorridas no mundo: a queda do voo da EgyptAir, o tiroteio na boate gay de Orlando e o atentado a bomba no aeroporto internacional de Istambul, na Turquia.

Mas como foi possível uma mesma pessoa aparecer na internet como tendo morrido três vezes?

Na verdade, trata-se de um embuste, e o homem da foto é um mexicano, cujo nome não foi revelado. Segundo a rede de TV francesa France 24, que desvendou a história, a foto dele teria circulado pelas redes graças à ação de desafetos a quem ele supostamente devia dinheiro.

“Minha foto está em todo o lugar por causa de um trote de alguém depois de uma disputa legal”, disse ele, que não quis se identificar, à France 24.

A emissora francesa decidiu contatar pessoas que compartilharam a foto do mexicano. Todas elas disseram que foram vítimas de trapaças deste homem.

A postagem da foto dele como uma das vítimas dos acidentes seria assim uma forma de “vingança”, disseram elas.

“Esse homem foi meu amigo e tirou dinheiro de mim e de outras quatro pessoas que eu conheço. Eu o processei nas esferas civil e criminal, mas por causa da lentidão da Justiça, ele ainda não nos devolveu o dinheiro. Por isso, decidimos puni-lo postando a foto dele online. Nosso objetivo é arruinar a reputação dele. Queremos que o mundo inteiro reconheça o rosto dele”, disse um dos usuários ouvidos pela France 24.

Nas redes sociais, no entanto, houve quem acreditassem na história. Alguns usuários escreveram mensagens emocionadas ao mexicano.

“Rezando por você e por sua família”, postou um usuário, enquanto outros tentavam alertar outras pessoas sobre o embuste.

A lei mexicana diz que uma pessoa pode ser condenada de seis meses a dois anos de prisão em caso de “calúnia ou difamação contra um indivíduo ou organização”.

msn.com

10/07/16