PM receberá ajuda de policiais civis e guardas municipais para rondas, diz Sá

Prejuízo no número de policiais ficou entre 5 a 10%, segundo ele. Ele fez apelos para que se evite a disseminação de boatos.

O Secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, informou durante coletiva de imprensa no Centro do Rio na noite desta sexta-feira (10) que outras corporações, como a Polícia Civil e Guardas Municipais de municípios da Baixada e de Niterói, colocaram seus efetivos a disposição para ajudar em rondas durante eventuais carências de patrulhamento durante manifestações em batalhões da PM do Rio.

De acordo com o secretário, as prefeituras de Niterói e de Duque de Caxias também ofereceram ajuda para o abastecimento de viaturas da Polícia Militar. Sá afirma que o policiamento cobriu todos os lugares do Rio, apesar de um prejuízo de 5% a 10% no total de policiais. O secretário pediu para que boatos não sejam repassados. “Isso causa um pânico que não interessa ninguém’, afirmou.

“Posso dizer que além dos apoios que já mencionei [guardas municipais e Polícia Civil] eu também já conversei com o ministro e as Forças Armadas estão em condições de atuar se necessário”, disse Sá. Ele também agradeceu aos PMs que trabalharam nesta sexta. “Posso dizer que a polícia não parou , não vai parar e tenho apoios importantes para proteger a sociedade” , acrescentou o secretário.

Sá admitiu que o Rio não viveu um dia de normalidade – segundo ele, houve algum acréscimo em ligações para o 190 relatando roubos de rua. Ele afirmou, entretanto, que isso não quer dizer que as denúncias serão convertidas em registros de ocorrência.

“Numa situação como essa é claro que o Rio de Janeiro não pode viver uma situação normal. Mas quero lembrar do que aconteceu no Espírito Santo. Embora seja legítimo reivindicar quero lembrar que a polícia e a última barreira antes da barbarie”, afirmou.

Agentes informaram ao G1 que a troca de plantão, prevista para o fim da tarde, aconteceu nas ruas na maioria dos batalhões. Entretanto, em alguns batalhões, como o 23º BPM (Leblon) e 6 º BPM (Tijuca), agentes eram impedidos de sair. No Batalhão de Choque, como mostrou o RJTV, os PMs conseguiam entrar e sair, mas apenas a pé.

g1

10/02/2017