Paralisação do Porto de Maceió gera prejuízo de US$ 100 mil dólares ao dia

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(Foto: Milton Rodrigues / Alagoas 24 Horas)

Depois de iniciado o bloqueio ao acesso ao Porto de Maceió, em Jaraguá, na manhã desta terça-feira (26), por agentes e escrivães da Polícia Civil de Alagoas, a administração do local já fala em prejuízo de aproximadamente US$ 100 mil dólares (convertidos em reais seria aproximadamente R$ 352 mil) somente em relação à carga de combustíveis que chega todos os dias.

De acordo com o administrador substituto do Porto de Maceió, Roberto Leoni da Costa, a importação de combustível e a sua eventual revenda para os postos que abastece grande parte de Maceió poderá ter dificuldades. “O transporte do combustível é a segunda maior receita do Porto, que rende cerca de R$ 27 milhões ao ano. Ou seja, cada navio deste atracado aqui custa US$ 20 mil dólares ao dia mesmo sem atividade”, diz o administrador.

Com um novo reajuste previsto para ocorrer no próximo dia 1º de maio, depois de uma nova regulamentação publicada no Diário Oficial da União, os novos valores cobrados pelos combustíveis giram em torno de R$ 3,788 (o litro da gasolina) e R$3,148 (o do álcool), sendo repassados de maneira diferente para cada estado.

“O prejuízo aqui é incalculável, aqui se torno palco para todo tipo de movimento paredista. Estou hoje refém desta situação que impede que o fluido de produção tenha segmento. O prejuízo é incalculável e, em primeiro lugar, é a imagem ruim do Estado aqui e fora”, diz o administrador.
Ainda segundo o administrador, empresas alemãs que chegaram recentemente ao Porto sofrem com essa dificuldade no deslocamento dos produtos para as rotas de destino.

Policiais Civis continuam paralisados

Nesse segundo dia de manifestação em frente ao Porto de Maceió, os policiais civis continuam mobilizados e impedindo a entrada de caminhões de carga. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, a paralisação continua visto que o governo não sinalizou ainda nenhuma negociação.

“O Estado arrecadou R$ 2 bilhões no último ano, tendo um acréscimo de 11% somente em comparação com o mês de março deste mesmo ano”, justifica Josimar.

A classe exige um piso de 60% do valor concedido aos delegados. “Não é o piso do delegado, queremos um piso aproximado que gira em torno de R$ 8.500”, avalia.

Alagoas 24 Horas