MP comanda força-tarefa contra exploração sexual em Maceió

Ação fiscaliza locais de violência e exploração sexual infantojuvenil.
Inteligência identificou 50 possíveis pontos na capital alagoana.

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) montou uma força-tarefa para fiscalizar possíveis locais de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes em Maceió. A operação tomou as ruas da capital na noite desta sexta-feira (17).

O trabalho de inteligência fez o levantamento de mais de 50 pontos e para a primeira ação foram escolhidos 24 alvos. Em um bar localizado na Feirinha do Tabuleiro que é ponto de prostituição a ficalização encontrou mulheres de outros estados e interditou o local que não possui autorização para funcionamento e estava com dívida na Eletrobras.
A operação comandada pelo procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, e pela promotora de Justiça Marluce Falcão, que coordena o projeto Direitos Humanos em Pauta, ainda percorreu motéis e hóteis em Maceió.

O procurador-geral de Justiça disse que esta é apenas a primeira ação do ano.

“O Ministério Público, consciente do seu papel de preservar a infância e a juventude, resolveu unir forças com outras instituições no sentindo de combater a exploração sexual infantojuvenil. Essa é a apenas a primeira ação, de muitas que virão ao longo deste ano de 2017”, diz Mendonça.

A força-tarefa conta com a participação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AL), da Delegacia dos Crimes contra a Criança e Adolescentes da capital, da Operação Policial Litorânea Integrada (OPLIT), da Polícia Militar (PM), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Corpo de Bombeiros Militar, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, da Secretaria Municipal de Segurança Pública, da Eletrobras Distribuição Alagoas, da Vigilância Sanitária Estadual e do Juizado da Infância e Juventude.

“Cada órgão assumiu o compromisso de se engajar no projeto Direitos Humanos em Pauta e nos ajudar a defender crianças e adolescentes que podem estar sendo vítimas de exploração sexual”, explica a promotora.
A ação visa prender agressores e buscar a responsabilidade criminal de pessoas e empreendimentos que colaborem com esse crime. A pena prevista para este tipo de infração é de 6 a 10 anos de reclusão.

g1

18/02/2017