Mãe busca filha com deficiência que desapareceu no bairro do Clima Bom

Segundo mãe, Thaynná Karinne tem deficiência intelectual e estava grávida. MP instaurou procedimento preparatório para investigar caso

Uma mãe está em busca de notícias sobre a filha, Thayná Karinne Texeira de Oliveira, 21, que sofre de deficiência intelectual, epilepsia e paralisia, e que desapareceu de sua residência no bairro do Clima Bom, em Maceió, há 4 meses. A jovem estava grávida de 7 meses.

A mãe de Thayná, Rita de Cássia, procurou o Ministério Público de Alagoas (MP-AL) no início do ano, para denunciar o caso. Na semana passada, o órgão instaurou um procedimento preparatório para investigar o desparecimento.

Segundo a promotora de Justiça Hylza Torres, Thaynná não é interditada judicialmente e não há um laudo técnico comprovando a deficiência intelectual. Porém, há um histórico médico que dá indícios de que a jovem tenha deficiência.

“Eu pedi a instauração de um de inquérito policial por subtração de incapaz porque há documentos que mostram que a jovem tem algum tipo de deficiência mental, mesmo ela não sendo interditada. Os médicos que atestaram o problema deverão ser ouvidos”, disse a promotora.

Segundo Rita de Cássia, Thaynná foi levada de casa por volta das 10h do dia 20 de outubro de 2016 pelo namorado, identificado como Cristiano da Silva Correia, 23, de quem estava grávida. Eles tinham um relacionamento há mais de um ano.

“Eu não presenciei quando ela saiu de casa, mas meus vizinhos viram quando Thaynná foi levada. As pessoas dizem que ela saiu por livre e espontânea vontade, mas quem vai por vontade própria não sai desse jeito”, afirma a mãe.

Rita de Cássia continua dizendo que a filha “foi com a roupa do corpo, não levou nada de casa, nenhuma documentação e nem os remédios que toma controlado. Para mim isso é um sequestro. Sem falar que a Thayná não tem noção de tempo, dia, hora e mês”.

Ainda de acordo com Rita, o namorado da filha é envolvido com o tráfico de drogas e ela teve que se mudar de onde morava com medo de represálias.

“Eu descobri que ele [Cristiano] responde processo por tráfico e receptação. Um traficante descobriu onde ficava minha residência e foi lá saber do paradeiro dele para cobrar uma dívida de droga, mas eu informei que não sei onde ele está. O namoro não era consentido por mim. Tenho medo do que ele possa ter feito com minha filha”, afirmou.

g1

13/02/2017