Defensoria pede investigação para apurar conduta de policiais em AL

Segundo o órgão, policiais invadiram casa errada durante operação. Caso foi registrado na semana passada, em Arapiraca.

A Defensoria Pública de Alagoas em Arapiraca encaminhou ofício à Polícia Civil (PC) e ao Ministério Público (MP-AL) para que investiguem a conduta de policiais civis que, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, arrombaram e invadiram uma residência por engano naquele município.

A ocorrência foi na última terça-feira (7), durante a operação Nicotina, contra crimes fiscais praticados por indústrias de tabaco, realizada pelas polícias e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

De acordo com a Defensoria, por volta das 4h uma mulher e sua filha ouviram toques da campainha e alguém batendo no portão da casa delas, na Rua Dom Jonas Batingas, no bairro Ouro Preto. Segundo relatos delas, as pessoas do lado de fora da casa gritavam “abram, que é a polícia”, e “se não abrir, vamos derrubar”.

Assustadas, elas ligaram para o 190, pois acreditavam que a casa estava sendo invadida por bandidos disfarçados de policiais. Do outro lado do linha, uma policial militar disse que encaminharia uma viatura ao local, e recomendou a elas para que não deixassem ninguém entrar.

A ligação durou cerca de 15 minutos. Antes que a PM chegasse ao local, o portão da casa foi arrombado por três homens armados. Os policiais civis abordaram as duas, mostrando um mandado em nome de José Souza. O endereço que constava no documento era a Rua Esperidião Domingues, no Centro.

Ainda segundo o relato das vítimas, elas explicaram aos policiais que não conheciam ninguém chamado José Souza. Não convencidos, os policiais fizeram uma revista em toda a casa.

Uma guarnição da PM chegou ao local pouco tempo depois e ajudou a esclarecer o equívoco. Os policiais civis pediram desculpas e saíram. Eles eram de Maceió, e estavam acompanhados de um fiscal da Secretaria da Fazenda Estadual.

O ofício encaminhado pela Defensoria à Polícia Civil e ao MP é assinado pelos defensores públicos Marcos Antônio Silva Freire e André Chalub Lima. Eles pedem a instauração de sindicância para a apuração de erros de conduta policial, crime de abuso de autoridade e dano ao patrimônio privado, pelo fato de o mandado ter sido executado no endereço errado e em horário incompatível com o direito fundamental da inviolabilidade de domicílio.

g1

13/02/2017