Crivella abre ano legislativo e diz que nomeação do filho não é nepotismo

Em discurso que lembrou campanha, prefeito do Rio citou até obras de construção de passarelas em sua fala aos vereadores.

O prefeito Marcelo Crivella abriu nesta quarta-feira (15) o ano legislativo, na Câmara Municipal, com um discurso mais apropriado a sua própria cerimônia de posse. Em pouco mais de uma hora, ele elencou suas principais promessas de governo e mencionou ações que já vem sendo tomadas desde o início de janeiro. Ele aproveitou também para defender a nomeação do filho para a secretário da Casa Civil, atualmente suspensa pelo STF.

Em seu discurso, Crivella disse que o atual momento é dos mais graves já vividos pelo Rio e que seu papel, e dos vereadores, é impedir que a situação se agrave. “Nossa gestão, iniciada em janeiro, é de imensos desafios”, destacou. “Começo dizendo que vamos priorizar a gestão fiscal e as parcerias para atingir nosso objetivo de cuidar das pessoas”.

Segundo Crivella, a economia do Rio vem sofrendo os efeitos de três anos de crise, com efeitos na geração de empregos. Ele ressaltou que o setor de serviços, maior gerador de empregos na cidade, apresentou em 2016 retração maior no Rio que o percentual nacional.

‘Revisão de alíquotas de impostos’

Crivella citou como principais metas a serem alcançadas em conjunto pelo Executivo e pelo Legislativo municipais o aumento da arrecadação pela revisão de alíquotas de impostos e ampliação da base de contribuintes; a revisão dos licenciamentos para obras e das autorizações para uso do solo; a modernização da estrutura administrativa do governo; e o incentivo ao que chamou de “ocupação sustentável”, para a geração de empregos e renda. Sobre os transportes, mencionou outra promessa de campanha: a integração do metrô da Barra com uma nova linha de barcas.

Após discursar, o prefeito deixou o plenário da Câmara às pressas, mas acabou retornando, a pedido do presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB), para que a solenidade fosse oficialmente encerrada. Já na escadaria principal do Palácio Pedro Ernesto, Crivella disse aos jornalistas que sua gestão já começou fazendo história, por ter a austeridade como marca.

“Nunca o Rio viu um governo com apenas 12 secretarias. Essa é e continuará sendo a diretriz de nossa administração”, afirmou, ressaltando que a nomeação de seu filho, Marcelo Hodge Crivella, para a Casa Civil não constitui ato de nepotismo: “Não se aplica (o nepotismo) para cargos de primeiro escalão”. No último dia 13, Crivella foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (13) defender, junto aos ministros da Corte, a nomeação do filho.

g1

15/02/2017