Após governo cortar verba, Banda Sinfônica de SP consegue patrocínio para 40 concertos

Instituto CPFL destinará R$ 500 mil e CRR concederá R$ 300 mil ao projeto ‘Viajando com a Banda’. Estado demitiu músicos da banda na última quinta.

Após ter a verba cortada pelo governo de São Paulo, a Banda Sinfônica do Estado conseguiu patrocínio para 40 apresentações ao longo do ano. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) destinou R$ 500 mil e a banda vai rodar pelo interior do estado durante o ano no projeto conhecido como “Viajando com a Banda”.

O projeto pretende levar concertos gratuitos com oficinas, palestras e encontros da banda com músicos e estudantes de música. A ideia é a de que os melhores alunos se apresentem com a banda durante os concertos.

De acordo com Mário Mazzilli, diretor-superintendente do Instituto CPFL, a parceria depende apenas de formalidades para já organizar o calendário. Mazzilli esclarece ainda porque o Instituto patrocinará a Banda. “Esse projeto nos interessou por conta das oficinas que promovem intercâmbio entre as bandas, grupos musicais e regentes dos locais visitados”, afirma.

A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) também destinou R$ 300 mil para a banda, segundo o diretor-executivo do Instituto Pensarte, Clodoado Medina. De acordo com ele, o dinheiro é suficiente para mais 15 concertos com oficinas pelo estado.

Os músicos da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo assinaram a demissão na última quinta-feira (9), após 30 anos de história e uma série de manifestações contra o fim do grupo. O governo do estado disse que faltam recursos para o pagamento dos salários.

Apenas o maestro, Marcos Sadao Shirakawa, não foi demitido. Os demais músicos, que somam 65 pessoas segundo o Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado de São Paulo, só seriam chamados para tocar em eventuais concertos quando houver apresentação com patrocínio.

“Ainda que os músicos não sejam contratados em CLT, o organismo Banda Sinfônica permanecerá vivo com essas 40 apresentações já garantidas”, diz Medina.

Ao longo do último ano, os músicos se manifestaram nas redes sociais contra as crescentes demissões e recursos que se tornaram cada vez mais escassos. Em dezembro eles foram informados pelo Instituto Pensarte, a Organização Social da Cultura (OS) que fazia sua gestão, de que a banda acabaria.

g1

13/02/2017